Documentário – A Nova África: República Democrática do Congo

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Olá pessoal! tudo bem com vocês?!

O post que trago  hoje é mais uma reflexão. Não é relacionado nem a temas  como administração de empresas ou moda, etc., mas sim uma visão da história África dos séculos passados que deixou marcas na sociedade africana atual. Basicamente foi um documentário da TV Brasil que fala sobre o Congo como um país cheio de riquezas mas que é assolado pela guerra civil pela falta de um poder, Estado único, ficando às margens de multipartidos.

Antes de entender o que se passa no Congo atualmente e o por quê da guerra civil neste país é importante conhecermos a sua história e seu processo de colonização.

Localizado no centro-oeste da África, com uma pequena porção de costa no Oceano Atlântico,  Congo já foi a maior reserva de escravos no século XVI durante o período colonial, mas com o advento da lei de abolição ao tráfico negreiro, declarado pela Inglaterra, no século XIX, aos poucos o comércio de escravos cedeu lugar à colonização do país. Devastado pelo tráfego de escravos do XIX, em 1885, após a Conferência de Berlin,que dividiu a África entre as potências europeias, o Congo passou a ser propriedade pessoal do Rei da Bélgica, Lopoldo II. De propriedade pessoal, em 1908, passou oficialmente à colônia belga, servindo a diversos interesses: pilhagem e exploração pelas companhias metropolitanas e estrangeiras, de diamante, ouro, cobre e estanho. O território passou a ser conhecido por Congo Belga, até à sua independência em 1960, quando adoptou a designação de República do Congo.

Em 1959, irromperam no país manifestações populares, chegou-se a incendiar Leopoldvile, a capital, o que obrigou a Bélgica a conceder a independência ao país. Em 1960, com os movimentos nacionalistas inciados desde os anos 50, o Congo se torna independente como República Democrática do Congo, com Lumumba Primeiro-ministro e Joseph Kasavubu Presidente. Formava-se o Estado Livre do Congo. O presidente Kasavubu, apoiado pelos Estados Unidos, demitiu Lumumba, substituído pelo coronel Joseph Mobutu.

Pela sua atuação à frente do Movimento Nacional Comgolês contra a Bélgica, Lumumba transformou-se em símbolo da independência africana, num congo dividido em várias facções rivais, em lutas crescentes, só contidas com a intervenção da ONU e com a entrega do cargo de primeiro-ministro a Tshmbe, em 1964, que assegurou a unidade do país.

Em 1965, Mobutu assumiu o governo, implantando uma ditadura pessoal. Em 1971, o Congo adotou o nome de Republica do Zaire. Em  1997 começa a guerra civil entre as províncias deste país.

Já estamos a par da história do Congo. A finalidade do documentário foi mostrar a disputa de riquezas deste país no qual impera a guerra civil. A repórter, Aline Midlej, visitou as minas de ouro e coltan – um minério essencial na fabricação dos celulares – e observou que, no entorno de Masisi, a exploração dos minérios não beneficia a população local.

De acordo com o  antropólogo congolês Kabengele Munanga,o Congo foi considerado pelos belgas como “escândalo de riquezas”. É quase inacreditável observar que a Bélgica foi a que mais se beneficiou com as riquezas do Congo – no qual se pode perceber quando se visita sua capital, Bruxelas -  enquanto o próprio país vive hoje num estado de miséria, fome, guerras civis entre as milícias locais e que, seu próprio povo não reconhece a riqueza de seu país. E não só durante o perído de colonização mas até hoje a população local não se beneficia com as suas riquezas, que são extraídas por estrangeiros e aventureiros. O antropólogo fala ainda das riquezas  existentes no país como o diamante, mais precioso que o ouro em tempos do capitalismo, do urânio utilizado para fazer a bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial retirado de lá. O país é muito rico em minérios e é uma das mais importantes reservas mundiais de recursos minerais. Entre outras, o país possui reservas significativas de cobalto, cobre, ouro e diamante. A bacia hidrográfica do Congo tem potencial de produzir energia até para importar! A disputa pelo controle e exploração destas reservas não é alheia aos conflitos que têm devastado o país, bem como à sucessão de atrocidades, violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade que ali se têm sucedido.

As pessoas fogem de suas casas por causa das milícias de civis que matam, estupram as mulheres e provocam todo tipo de atrocidades pela disputa das riquezas e do poder da região. Milhares de famílias vivem, portanto, em comunidades desprovidas de qualquer tipo de saneamento básico, educação, moradia digna e até alimentação. Durante um dos dias de reportagem um dos entrevistados disse que seus filhos até o presente momento não tinham comido nada durante o dia! ERA 4h DA TARDE!!!!

Deixo então uma reflexão no ar. Como um país tão rico pode ser ao mesmo tempo tão pobre? Como um país cheio de riquezas naturais tem uma das sociedades mais miseráveis – em termos de alimentação, saneamento básico e educação – do mundo?

Não há união entre os civis que ficam em constante disputa pelo poder e pelas riquezas,vivendo mais de uma década em meio a milhares de mortes e atrocidades. Segundo o próprio antropólogo citado no documentário, o povo tem uma certa nostalgia do tempo da colonização; não que fosse um período de prosperidade da região mas sim porque durante a colonização o povo não vivia na miséria que se encontra hoje e não existia tanta morte e atrocidades.

Os soldados aparentam satisfação ao falar que já mataram muitas pessoas e que ainda poderão matar muito mais, enquanto”espantavam” as crianças com seus rifles. As pessoas não têm segurança porque os próprios soldados matam e estupram as mulheres e todos precisam fugir de suas casas para ainda continuarem vivos nessa disputa de riquezas. As crianças não têm educação, passam fome e vivem num estado de extrema pobreza.

Pergunto novamente, de que adianta tanta riqueza se seu povo não pode usufruir dela?

Os grandes capitalistas da atualidade que são os empresários, deveriam tirar a venda dos olhos e deixar de viver apenas para seu mundinho. Será que não lhes corta o coração ver tantas crianças inocentes passando fome por causa da disputa de riquezas e suas mães sendo estupradas pelos que deveriam assegurar a paz? Não apenas os empresários mas toda a sociedade do mundo deveria deixar de olhar apenas para seu umbigo e observar a realidade do mundo. Enquanto descartamos coisas todas os dias, quando consumimos sem necessidade, quando esnobamos dinheiro, enfim, existem tantas crianças que passam dias sem comer justamente por conta desse capitalismo do consumo, essa disputa de riquezas, essa vontade em querer ser superior uns aos outros. Se toda a sociedade deixasse de ser egoísta talvez não víamos em pleno século XXI crianças morrendo e passando fome por causa da disputa de riquezas e de poder nesse mundo do consumo exacerbado que só vive pela disputa do poder e que trouxe a ideia de desenvolvimento econômico que ao meu ver deveria ser chamado hoje de desenvolvimento mortífero.

 

FONTE DE DADOS HISTÓRICOS:

1- WIKIPÉDIA.COM.BR

2- GRUPO ESCOLAR.COM.BR

CRÉDITOS: TV BRASIL

  

 

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